Precisamos estudar a forma de expressão de cada individuo, assim teremos convicções sobre a capacidade de transformação das pessoas.
Como explicar este fenômeno?
Primeiro, a pessoa que só acredita no que vê - ela não entende os sinais subliminares. É o tipo de pessoa que precisa de confirmação psíquica, mental, racional, humanista e filosófica. Ela não crê no ininteligível, de forma sutil distorce as informações de acordo com seus interesses, se ilude e tenta facilitar os processos para não ter que sofrer o desconforto da transformação. Sofre com o que não entende e não consegue aceitar.
Esse tipo de personalidade não aceita o sacrifício do exercício na prática, tem discurso fácil, religioso, mas não tem vida no que faz. Os resultados são como a onda do mar. Suas atitudes ficam a mercê das circunstâncias externas, não tem domínio próprio e é impaciente. Tudo o que faz é pensando em si. É racional e a racionalidade acaba por nos desumanizar, pois perdemos a fé e o poder de sentir.
As empresas não têm encontrado pessoas dispostas e receptivas a dar seqüência a um agir diferente. “Renovar a mente”. Ter que se doar e servir é totalmente novo, um sentimento incomum aqueles que têm a prática de sugar em todos os momentos possíveis (mesmo que as vezes inconscientemente).
Esse perfil de personalidade, normalmente, tem um bom resultado, tem bons amigos, vive num meio confortável, dificilmente fica sozinho, também está sempre fugindo de enfrentar os desafios que a sua consciência o acusa de fazer. Tem uma mente voltada a fazer o que quer, geralmente é muito pesado, porque está sempre brigando com todos para sustentar suas opiniões e posicionamentos, não aceita que nada saia do seu controle, age como se nunca precisasse de ninguém, se considera cheio de talentos e jamais cogita que está errado. Perguntar ou deixar que Deus o oriente, nem pensar!!!!
Segundo perfil ou tipo como podemos chamar, é de uma pessoa rara de encontrar no mercado, porque ela tem a característica de assumir sua identidade como missão para construir o propósito imposto sobre seu talento ou até mesmo o dever de multiplicar aquilo que recebeu durante sua jornada.
A primeira atitude deste tipo de identidade é estar em plena disposição ao momento, para assim manter a prontidão do fazer. Normalmente as pessoas que convivem com esse perfil, costumam falar que eles tem sangue de barata. Não tem reação. Não tem euforia para conquistar algum cargo. Não se irrita, não se magoa...
A realidade para esta pessoa é de total humildade. Sabe que todas as coisas no final sempre darão certo e se não derem certo é porque este era o melhor. São pessoas que sofrem muito, pagam o preço do desconforto do aprender. Muitas vezes, não precisam falar nada que as pessoas já se irritam, mas também são muito procurados, porque quando precisam de alguém que é imparcial, é nela que sempre encontram equilíbrio.
São pessoas que aceitam os desafios das adversidades temporais do cotidiano, sabem que é no sofrimento que as coisas se aprimoram, desfrutam das experiências vividas com todas as oportunidades. É alvo dos comentários, até maldosos, mas já está predisposto a perdoar.
Essa segunda categoria de pessoas não tem medo de revelar suas fraquezas porque reconhecem que GENTE erra, e quando confessa, imediatamente passa adiante. Vai para o próximo aprendizado. Ela tem sérios compromissos com os acertos e como saber do acerto sem antes errar? O tempo é quem dá a validade. Não espera por aprovações de homens, espera na pureza da intenção do coração. Para essas pessoas - preocupação com o futuro, não existe, o que importa é o momento das experiências para construir o futuro.
Conclusão: Ter uma identidade e não querer ser comum a todos os tipos de personalidades é apenas aceitar que nem todos tem a Visão, mas todos que tem a Visão podem ensinar o caminho.