Só convence aquele que é convicto, não por força nem violência, mas pela certeza que dele emana.
Esse ensinamento vale muito para o mundo corporativo. No primeiro momento nos
parece uma linguagem estranha, mas assim que o entendimento a seu respeito arraigar
em nossa consciência, a mente passará a obedecer o coração, e daí deixaremos de
fazer tanta força para compreender. O coração detém o conhecimento que chamamos
de intuitivo.
Comecei minha vida com muitas descobertas
empíricas. E qual o problema de não saber, não é? Cada pessoa é única e tem o
seu jeito de fazer descobertas e de descobrir-se ela mesma. A questão principal
não é a descoberta em si,
mas o que fazer com ela. Nunca se falou tanto em qualificação da gestão, exigência
do profissionalismo. Querendo ou não, temos que aceitar a direção do fluir das
mudanças. Sabemos que é preciso ir, mas não sabemos exatamente para onde.
A maior parte
das respostas que obtive em meu trabalho foram por insights. Tenho prestado consultoria a equipes que me contratam
para encontrar as evidências e sinalizar caminhos para desenvolver melhores
estratégias. O grande desafio, no marketing e nas
vendas, é encantar e surpreender clientes. Trata-se de um
grande esforço na prática diária e que, muitas vezes, mais do que obedecer
cartilhas, deveria sim ouvir o coração.
As verdades e enganos nos confundem,
há uma dicotomia entre o aprender, ou preparar-se, e a sabedoria latente em
nós. Tem gente que se prepara muito, com grande esforço e dedicação, e mesmo
assim não se satisfaze. Outros, fazem menos e conseguem mais resultado. O que
será isso? Sorte ou humildade para perceber que quanto mais você sabe, mais parece
não saber?
As escolhas nos exigem renúncias. Os
dias estão cada vez mais curtos, há menos tempo para aprimorar “aquilo” que é o
nosso melhor. Procuramos conhecimentos novos e não nos damos tempo para
estruturá-los dentro de nós. Claro que prática de sucesso de uns devem valer
como experiências a todos. Mas precisamos de prudência para implementar as
transformações profundamente. Nossas lutas são internas e acirradas. Fortalecer
o caráter e questão decisiva para se ter convicções e dominar a capacidade de
convencimento, que hoje é obrigatória nos negócios.
A vaidade e, por consequência, a
superficialidade nos tornam mais propensos a acreditar em factoides e não
exercitar a consciência da realidade. Muitas vezes, é engano achar que mudar de
emprego ou terminar um relacionamento pode ser a solução para avançarmos. Gosto
de duas frases do Gabriel Pensador: “não adianta olhar para o céu com muita fé
e pouca luta” e “ muda, que quando a gente muda, o mundo muda com agente.”
Essas frases dão a dimensão da nossa responsabilidade frente a transformação. O
mundo pode mudar, mas nada será diferente se você continuar o mesmo.
Ainda veremos muitas mudanças
estruturais e emocionais no comportamento humano, quando seremos surpreendidos
com os aspectos naturais. É hora de compreender o subliminar, de não duvidar da
capacidade das pessoas, é hora de crer no invisível, de ouvir mais o coração.
Você é uma marca, você é um líder,
você constrói os fundamentos da sua empresa e da sua vida. Lembre-se: a vida
sempre costuma premiar os que fazem.