Dos
problemas existentes em nossa sociedade, creio que o pior é aquele que
enfrentamos dentro de nossa própria casa.
Lá estão
as maiores brigas, desavenças, choques de opiniões e de convivências.
Diante
desse tipo de dificuldade, cada uma das pessoas que vive na mesma casa quer estar
com a razão. Mas, em um lar que está sofrendo dificuldades de convivência,
todos estão errados. Não há “mocinho ou bandido”. Não é confortável para um
homem reconhecer que isso é verdade, pois nos esforçamos ao máximo para sermos
considerados as vítimas de toda situação. Entretanto é difícil para uma pessoa
orgulhosa reconhecer que está errada, pois é mais fácil analisar toda a
dificuldade e encontrar um culpado, que não seja eu, é claro!
Isso
acontece porque quando uma pessoa se considera a vítima, ela não precisa mudar
e corrigir suas atitudes. Para ela, somente o bandido, o causador das intrigas
e conflitos é que deve mudar a sua postura.
Olhe para
a sua própria família, pense qual dos seus familiares lhe causa mais problemas?
É fácil achar um culpado, não é verdade?
O difícil é olhar para você
como causador dos conflitos.
É por isso que a ausência de foco, a falta
de concentração no que deve ser feito, a inexistência de planejamento, a procrastinação e ser refém
de ferramentas tecnológicas nos leva a um comportamento
destrutivo. Com estes
problemas pessoais é aparentar acordo no superficial e um pequeno desacordo no
essencial.
Essa
confusão por não se estabelecer prioridades e manter o hábito do ciclo vicioso
nas relações, trás uma acomodação e
desmotivação.
Não
espere pelos outros, comece a transformação por você mesmo, porque todos estão
errados.
Lutar
para restaurar o amor na convivência é o caminho para reencontrar a ordem e receber a paz em sua casa.