Todos têm liberdade

     Uma das primeiras impressões morais a se fazer sobre a liberdade diz respeito ao jugo desigual que a sociedade impõe sobre os conceitos de justiça e a injustiça. Liberdade é sim escolha absoluta, mas não funciona desvinculada da sabedoria. Ser livre é, antes de tudo, encontrar harmonia no ambiente do convívio. 
     Será que há consenso de que somos responsáveis pela saúde do nosso corpo e da nossa mente? Você é livre para beber, fumar, abusar da comida, mas será livre sobre uma cama de hospital? 
   Precisamos estar atentos à prostituição sobre todos os aspectos: a prostituição de mercado, dos pensamentos libertinos, dos resultados fracassados e, consequentemente, de nossas emoções deformadas. 
      Parte de nós é humana e a outra divina. A humana faz parte da faculdade da alma, onde somos estimulados por impulsos naturais, o externo interfere diretamente no sentimento, na maioria das vezes distorcendo a veracidade da ação. A parte divina se revela quando somos atendidos em nossas necessidades por uma suprema sabedoria, prevalece intuitivamente frente aos argumentos racionais. 
    Essas partes são os produtos que alimentamos a partir dos nossos princípios, padrões e ensinamentos. Tudo aquilo que nossa mente legitima dia a dia, desde o ventre. Mas as nossas  emoções doentes, nossas feridas, e nossas rejeições também são alimentadas. E confundimos liberdade com comodismo. Validamos nosso fracasso sobre o argumento de que somos livres para sermos quem bem entendemos. 
     Do nosso subconsciente a rejeição se manifesta; aos poucos, ficamos inabilitados a manter relacionamentos sadios, então, qualquer palavra áspera nos ofende e, ao contrário de sermos livres, acabamos nos tornando prisioneiros. 
     Uma pessoa com as emoções feridas não pode garantir nem sustentar nada, porque é prisioneira da deformidade emocional. Quando não aceitamos as correções e nos sentimos contrariados com o mundo, com os familiares, acabamos enfraquecidos emocionalmente. 
     Nesse momento você deve estar pensando: Sou doente emocional, minhas emoções não são saudáveis, porque costumo perder o controle! 
Não desanime, pois Deus não mente. Mas você precisa obedecer às regras da vida e logo será liberto. 
      Aprenda ser verdadeiramente livre, não será de forma racional. Aceite que para aprender tocar um violão ou andar de bicicleta, primeiro sofremos. De tanto bater nas cordas, os dedos ficam grossos, de tanto, cair da bicicleta somos calejados e ficamos resistentes às dores que pareciam impossíveis de ultrapassar. 
    Temos que aprender mais sobre sermos livres. As coisas exteriores precisam ser descoladas da nossa essência e identificadas. Assim buscaremos a nossa originalidade.
                                                                     



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